Por Laís Farias

O destino dos recursos arrecadados com a exploração das riquezas da chamada do pré-sal é uma preocupação bastante atual. Nesse contexto foi realizado nesta quarta (28), em parceria com a Associação Nacional de Pós-Graduados (ANPG), uma mesa redonda intitulada “A Amazônia Azul e o projeto nacional de desenvolvimento.”

O debate compõe a programação 62ª Reunião Anual da SBPC e contou com a presença de Haroldo Lima (Presidente da Agência Nacional do Petróleo), Contra-Almirante Ilques Barbosa Junior (Secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação Marítima), Peter Seidl (Professor da Escola de Química da UFRJ) e Fábio Palácio Pereira (Diretor da Fundação Maurício Grabois). O momento foi aproveitado para lançar o livro de Ciências e Tecnologia pela Fundação Maurício Grabois.

Os participantes ressaltaram a importância de um desenvolvimento sustentável (Foto: Laís Farias/Fotec)

Os participantes ressaltaram a importância de um desenvolvimento sustentável (Foto: Laís Farias/Fotec)

A expressão Amazônia Azul foi criação da Marinha brasileira, e segundo Haroldo Lima, é uma excelente denominação. No entanto, remete a idéia de que nos mares brasileiros só existem Petróleo e Minerais, idéia essa que deve ser combatida.

No debate foi discutida a possibilidade do Brasil se transformar em um grande produtor de petróleo após a descoberta da camada do Pré-Sal, o que na opinião Peter Seidl é perigoso, pois os grandes produtores tendem a fundamentar a economia no combustível. “Os países produtores acabam deixando sua economia dependente do petróleo, deixando outros setores de lado”, diz Seidl.

Para os participantes da Mesa Redonda, o Brasil apresenta uma grande dificuldade em explorar de forma sustentável as riquezas contidas na extensão costeira. Daí a necessidade de ampliação, em nosso país, dos programas de pesquisa e formação de recursos humanos, com destaque para as Ciências do Mar.