EDUCAÇÃO

Mesa redonda discute a práxis na educação inclusiva

Foto: Alice Andrade

Os alunos do curso de Pedagogia presentes do ENALIC puderam participar da mesa redonda “Diálogos em diferentes áreas sobre a práxis na educação inclusiva”, que contou com as ministrantes Rita Magalhães (UFRN) e Claudia Krans (UFPB) e a coordenação da mestranda Maria da Conceição Fernandes (UERN).

Uma das discussões na mesa redonda foi sobre os desafios da docência em tempos de educação inclusiva. Segundo Rosa Magalhães, antes existia “uma ideia antiga de que os deficientes deviam ser colocados em escolas especiais. Existem diversas formas de um professor agregar alunos com deficiência, mesmo que ele não tenha recebido uma formação para a educação especial”, ressaltou.

Para a Profª Claudia Krans, a “educação inclusiva se faz com uma escola com e para todos”. Ela destacou, também, que todos os alunos devem participar da mesma atividade e que os materiais precisam ser acessível a todos.

Além da discussão com relação às práticas pedagógicas inclusivas, a mesa-redonda propôs que a arquitetura das escolas também deve ser pensada em forma de incluir todos os alunos. Essa organização muitas vezes passa despercebida, como, por exemplo, a maçaneta de uma porta, que se tiver um formato redondo, um aluno com deficiência poderá ter dificuldades em abrir.

Dentro das experiências partilhadas, a Profª Claudia Krans destacou o trabalho feito em uma escola municipal da zona norte de Natal, na qual foram promovidos jogos matemáticos com os alunos, onde na confecção dos materiais utilizados, foi pensado desde o seu formato até as cores.

Ao final das discussões, a mensagem deixada aos estudantes foi:  “uma escola não deve apenas garantir a matrícula e sim o aprendizado”.